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sábado, 29 de novembro de 2008

o amor é um ofício que escolhemos todos os dias.

"… después, más tarde, conté los billetes y esta­ban los que había dejado. entonces entendí que alexis no respondía a las leyes de este mundo; y yo que desde hacía tiempos no creía en dios dejé de creer en la ley de la gravedad. al día siguiente nos fuimos a sabaneta y en adelante siguió conmigo hasta el final. y al fi­nal dejó el horror de esta vida para entrar en el horror de la muerte. “a la final”, como dicen en las comunas."

fernando vallejo, la virgen de los sicários.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

das coisas que eu nunca consigo explicar.

this is why i am leaving.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

es.que.cer v. 1. tr. dir. deixar sair da memória; perder a memória de; olvidar. 2. pron. tr. dir. não fazer caso de. 4. tr. ind. e intr. escapar da memória, ficar em esquecimento. 5. tr. dir. descurar-se de. 6. pron. perder a ciência ou a habilidade adquiridas. 7. pron. descuidar-se.

está no dicionário como se fosse das coisas mais fáceis do mundo. como se não exigisse um aprendizado. como se esquecer fosse involuntário, natural e acidental. perdeu, escapou, descuidou-se e kaput. mas não. o esquecimento é uma criança ligeira que exige atenção e esforço contínuos. é preciso que deixe as portas sempre abertas pra que, uma por uma, as imagens saiam. é preciso que eduque a atenção e que barre as sinapses que, ante qualque estímulo sensorial, chamam os esquecidos todos de volta. é preciso que mude o olhar. é preciso que doa. é preciso disciplina. é preciso que não tenha volta.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

we are way too damaged not to make each other suffer.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

it was too soon when we realized there are holes on the moon.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

why does it always rain on us?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

do que não falávamos ontem.

era sábado. acordei e o sol a pino fez com que eu me sentisse terrivelmente sozinha. abri o jornal e antes mesmo de chegar na ilustrada, uma matéria ridícula fez com que eu me sentisse incompetentemente sozinha. larguei o jornal, voltei à cama e liguei a tv. as reprises e programas religiosos das manhã de sábado fizeram com que eu me sentisse depressivamente sozinha. já era hora de almoço e eu tinha fome. minha falta de apetite, porém, fazia com que eu me sentisse irremediavelmente sozinha. de qualquer maneira, comi. e decidi ler um livro pra ver se seria possivel eu me sentir menos sozinha. pois sim. mas cento e cinquenta páginas depois, o livro acabou e isso fez com que eu me sentisse torrencialmente sozinha. mas ainda havia um aniversário. e a interação com a família jogou na minha cara o meu não-pertencer e eu me senti hermeticamente sozinha. puxei o carro e rumei pro bar. amigos geralmente são bons pra essa coisa de me sentir sozinha. mas a embriaguês prévia e as vozes altas fizeram com que eu me sentisse desesperadamente sozinha. no caminho de volta a casa, um corpo caído no chão. o vislumbre da morte fez com que eu me sentisse fatalmente sozinha. a cama. o sono. acordar. era domingo. e a garoa fina que caía na minha janela fez com que eu me sentisse terrivelmente sozinha.